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quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Silval entrega 161 novos ônibus escolares para 68 municípios, dois para Cotriguaçu


Mais 161 ônibus escolares, foram entregues nesta terça-feira (05.11) dentro do programa “Caminho da Escola”. A entrega foi feita  pelo governador Silval Barbosa e pelo ministro da Educação em exercício, Henrique Paim. Sessenta e oito municípios receberam os ônibus,  completando 1.500 veículos do projeto de renovação da frota dos transportes escolares dos 141 municípios mato-grossenses. O projeto foi iniciado em 2010. A solenidade de entrega aconteceu na sede do Comando Geral da PM-MT, em Cuiabá.

Mais 161 ônibus escolares, foram entregues nesta terça-feira (05.11) dentro do programa “Caminho da Escola”. A entrega foi feita  pelo governador Silval Barbosa e pelo ministro da Educação em exercício, Henrique Paim. Sessenta e oito municípios receberam os ônibus,  completando 1.500 veículos do projeto de renovação da frota dos transportes escolares dos 141 municípios mato-grossenses. O projeto foi iniciado em 2010. A solenidade de entrega aconteceu na sede do Comando Geral da PM-MT, em Cuiabá.

Mais 161 ônibus escolares, foram entregues nesta terça-feira (05.11) dentro do programa “Caminho da Escola”. A entrega foi feita  pelo governador Silval Barbosa e pelo ministro da Educação em exercício, Henrique Paim. Sessenta e oito municípios receberam os ônibus,  completando 1.500 veículos do projeto de renovação da frota dos transportes escolares dos 141 municípios mato-grossenses. O projeto foi iniciado em 2010. A solenidade de entrega aconteceu na sede do Comando Geral da PM-MT, em Cuiabá.

“A renovação da frota significa um avanço, mas, acima de tudo significa mais segurança para os alunos e, principalmente, tranquilidade para os pais que veem os seus filhos sendo transportado num veículo novo”, disse Silval que reconhece que ainda existem municipios que precisam renovar a frota, que por isso governo vai renovar junto ao Ministério da Educação o pedido para que a parceria seja ampliada e 100% da frota escolar do estado seja renovada.


Os mais de 1.500 veículos são o resultado de uma proposta do Governo de Mato Grosso: quando Silval era vice-governador e propôs ao Governo Federal a compra de novos ônibus em parceria. Foi firmado o convênio para compra de mil ônibus, e o Estado entraria com mais 500.

O ministro em exercício fez questão de ressaltar que os avanços registrados na área da educação em Mato Grosso deve-se em muito a determinação do governador e à competência da equipe gestora. “Os recursos liberados tiveram a ver com a competência da equipe”, disse destacando ainda que a entrega dos veículos novos tem um papel decisivo para a qualidade de ensino nos municípios do interior.

A secretária de Educação, Rosa Neide de Almeida, lembrou que o programa começou a ganhar forma quando Silval Barbosa era vice-governador. "Como ex-prefeito, conhecia a realidade do transporte escolar e antes mesmo do Governo Lula instituir o programa Caminho da Escola", completou citando os avanços que Mato Grosso está vivenciando na área educacional. O deputado José Riva elogiou o critério técnico para a distribuição dos ônibus. O município de Cáceres foi o que recebeu o maior número de veículos, 21, pois era o que mais precisa renovar a frota.

NOVOS INVESTIMENTOS

Na oportunidade, o governador e o ministro assinaram oito ordens de serviço para construção de cinco novas unidades escolares e reforma de outras três unidades. Os convênios são resultado da parceria do Governo Federal, por meio do Ministério da Educação. “São avanços que vem acontecendo muito rapidamente na área de educação”. O governo autorizou o inicio de construção de duas escolas de 18 salas de aula, uma em Lucas do Rio Verde e outra em Cuiabá, para abrigar a Escola Estadual Hélio Palma de Arruda; uma escola de oito salas de aula em Tangará da Serra e outras duas de seis salas, nos municípios de Barra do Bugres e Querência. “São investimentos na ordem de R$ 187 milhões entre novas escolas, reformas e melhorias de escolas existentes”, destacou.

Paim revelou que o titular da pasta, Aluízio Mercadante, ligou ao governador parabenizando pelo prêmio recebido pela Escola Estadual “Luiza Nunes Bezerra”, de Juara, como a escola com melhor gestão do Brasil em 2013.

Estiveram presentes os deputados federais Ságuas Morais, Eliene Lima e Roberto Dorner; os deputados estaduais Alexandre César, Dilmar Dal’Bosco, Wagner Ramos, Jota Barreto, Ondanir Bortolin (Nininho) e a deputa Teté Bezerra; os secretários de estados Francisco Vuolo (Logística e Intermodal de Transportes), Janete Riva (Cultura) e Meraldo Sá (Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar) e prefeitos de todos os 68 municípios.

domingo, 13 de outubro de 2013

Vinte e seis pessoas morreram em MT por motivação política


Reportagem especial do jornal Estadão aponta que 26 pessoas morreram em Mato Grosso, de 1979 (quando a Lei da Anistia foi instituída no país e facilitou o acesso às instituições públicas) até o momento atual, em decorrência de disputas políticas. É o maior número de mortes na região Centro-Oeste. Neste mesmo período foram 18 assassinatos em Mato Grosso do Sul e 13 em Goiás.

De acordo com o levantamento feito pela reportagem, no Nortão de Mato Grosso, durante este período, foram registradas pelo menos uma morte, com esta motivação, em Cotriguaçu, Nova Canaã do Norte, Matupá, Carlinda, Alta Floresta e Nova Ubiratã.

Os demais casos ocorreram em Cuiabá (2) Várzea Grande (2), Tangará da Serra (2), Nova Xavantina (2), Juscimeira (2), Vila Bela (1), Novo Santo Antônio (1), Araguaiana (1), Pedra Preta (1), Santo Antônio do Leverger (1), Nossa Senhora do Livramento (1), Chapada dos Guimarães (1), Porto Estrela (1), Lambari D"Oeste (1), Alto Paraguai (1).

O estado com o maior número de casos é Pernambuco com 210 mortes. O Nordeste concentra a maioria dos registros deste tipo de crime. No Norte, o Pará lidera com 48 casos. No Sudeste, o Rio de Janeiro tem 110 casos. No Sul, 36 ocorrências foram registradas no Paraná.

A reportagem aponta ainda que dois terços dos inquéritos policiais enviados ao Ministério Público Estadual não apontam nem autor nem mandante dos crimes. A principal motivação seria o poder e os recursos que as prefeituras passaram a ter a partir da Constituição Federal de 1988.

"Com o repasse de dinheiro de novos fundos federais, a caneta do prefeito se fortaleceu, tornando-se um objeto desejado como nunca, um oásis em regiões onde o emprego e a indústria não chegaram. A luta pelo controle da prefeitura e de Câmaras Municipais tornou-se menos partidária e mais violenta, a ponto de superar a influência dos grandes proprietários de terras. A ligação entre a grande propriedade rural e a concentração de votos em redutos eleitorais dos grotões, que por tradição alimentaram as figuras do pistoleiro, do capanga e do mandante, foram retratadas, por exemplo, no clássico "Coronelismo, enxada e voto", de Victor Nunes Leal", aponta a reportagem.

Em entrevista ao jornal, o presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, avalia que a disputa por poder está cada vez mais acirrada nos cerca de quatro mil municípios do país com até 20 mil habitantes. "São cidades onde a indústria é a prefeitura", explica.

Ziulkoski diz que ouve com frequência histórias de funcionários demitidos ou microempresários endividados que foram ao gabinete do prefeito com faca na mão.

Fonte: Sites Só Notícias e/ou O Circuito MT





domingo, 6 de outubro de 2013

Corregedora do TRE quer acelerar julgamento de processos


A Corregedoria do Tribunal Regional Eleitoral do Estado (TRE-MT) lançou o projeto Pauta Limpa, que visa eliminar o estoque de 3.697 processos sem decisão que tramitam na primeira instância da Justiça Eleitoral. Desse total, 297 dizem respeito a ações que podem resultar em cassação de diploma de eleitos, além de inserir pretensos candidatos às eleições de 2014 nas regras da Lei Ficha Limpa. A estratégia prevê metas como julgamento até o dia 19 de dezembro de "todos os processos que contêm pedidos que resultem em perda de mandato eletivo". O mapeamento, sob responsabilidade da corregedora do TRE, desembargadora Maria Helena Póvoas, revela o número de processos em cada Zona Eleitoral de Mato Grosso. Cartório Eleitoral de Cuiabá lidera o ranking de acúmulo de processos, com 470 ações na fila de espera de julgamento.

Desembargadora Maria Helena Póvoas é clara ao lembrar o objetivo principal da proposta. "Essa força tarefa, com comprometimento de todas as equipes da Justiça Eleitoral, é para que o eleitor possa ter todas as informações sobre os candidatos, que porventura possam constar nos julgamentos. É um projeto simples e de alcance da sociedade. Existem casos que podem resultar em inelegibilidade, e a sociedade precisa saber, verificar o perfil do candidato", disse.

O alcance à população será permitido com instrumento a ser lançado pelo TRE, nos próximos dias, que consiste no acesso ao site para checar quinzenalmente a evolução dos julgamentos. A estatística mostra que o número total de prestação de contas relativas ao pleito municipal de 2012 chegou a 12.702. Nesse conjunto, 9.254 balanços financeiros foram julgados, e ainda aguardam decisão outros 3.448 processos, ou 27%.

Ações que podem resultar na cassação do diploma somaram 473 e foram julgadas 331, faltando 142 ou o equivalente a 30%. As ações penais contabilizaram 203, com 96 julgamentos, sendo que 107 estão na fila para decisão, ou 53%.

Além da capital, a Corregedoria verificará outros casos de acúmulo de ações, como ocorre em Barra do Bugres, com 338 ações; Araputanga, 293; Colíder, 233; Várzea Grande, 184 e Cotriguaçu com 179 processos sem decisão. Diagnóstico de resultados nos juízos eleitorais está sob o crivo da Corregedoria, irá analisar a situação de cada ZE para verificar o motivo da manutenção do estoque de processos.



quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Cemat entrega geladeiras e lâmpadas novas no norte de MT

Famílias da região norte de mato Grosso serão beneficiadas pelo projeto Luz em Conta, esta semana. A Cemat substituirá 314 geladeiras em sete municípios: Cotriguaçu, Apiacás, Paranaíta, Ipiranga do Norte, Sorriso, Nova Santa Helena e Juruena. O projeto beneficia consumidores de baixa renda, que possuem refrigeradores com alto consumo de energia, e que estejam adimplentes com a distribuidora e não possuam histórico de furto de energia elétrica.
 
Cada família receberá um refrigerador de 261 litros e, em média, três lâmpadas de 20 watts. A geladeira nova possui Selo Procel-Inmetro, que atesta economia e qualidade do eletrodoméstico. Já as lâmpadas compactas são 80% mais econômicas que as incandescentes, duram mais e iluminam melhor. Esses equipamentos permitirão a redução do consumo e, consequentemente, da fatura de energia dos consumidores beneficiados.
 
“O nosso principal objetivo é reduzir o consumo de energia. Com isso, os beneficiados podem destinar parte do orçamento doméstico para outras necessidades”, destaca o coordenador de Mercado, Eficiência Energética e Pesquisa e Desenvolvimento da Cemat, Wagner Gentil.
 
Contudo, os benefícios do Luz em Conta vão além da redução da conta de luz dos consumidores beneficiados. “É um projeto completo, em que ganham as famílias contempladas e o planeta. As famílias porque economizam recursos. E o planeta porque a reciclagem e o descarte adequado dos equipamentos e do clorofluorcarbono contido nos refrigeradores impedem prejuízos ao meio ambiente”, defende Wagner.
 
Luz em Conta – A Cemat substituirá 7.500 geladeiras e 22.500 lâmpadas nas 141 cidades de Mato Grosso no ciclo 2013/2014 do programa Luz em Conta, com investimento de R$ 6,2 milhões. A seleção das famílias a serem contempladas no interior do Estado está sendo feita em parceria com as prefeituras.

Até o momento, 1.495 geladeiras e 2.778 lâmpadas foram entregues em 35 municípios mato-grossenses. Isso representa o cumprimento de cerca de 20% do cronograma de entregas da etapa 2013/2014 do projeto.


Governo repassa primeira parcela para recuperação da BR 174

O convênio de  R$ 4 milhões para recuperação do trecho entre Castanheira e Colniza, deverá ser aplicado na recuperação das estrada para oferecer as condições mínimas necessárias para a trafegabilidade durante o tempo chuvoso, porém de uma das parcelas de R$ 2 milhões prometidas pelo governador, foram liberados apenas R$ 400 mil.

O presidente do Sindicato das Indústrias Madeireiras e Moveleiras do Noroeste de Mato Grosso - SIMNO que administrará o dinheiro Roberto Rios comentou.

“Não vamos fazer compromissos fora da nossa possibilidade, caiu na conta somente R$ 400 mil, vamos então, conntratar uma equipe que começará o trabalho de Colniza sentido Castanheira, aliás, quero esclarecer algumas dúvidas de muitas pessoas sobre os recursos, esse dinheiro do convênio será exclusivamente aplicado no trecho entre Castanheira e Colniza”.

O presidente ao ser indagado  sobre o cumprimento das promessas pelo governador Silval Barbosa disse que acredita que o mesmo vai cumprir.  Os trabalhos na via devem começar assim que ocorrer a contratação da empresa.

Fonte: Cleber Batista JNMT e Band FM Juína


domingo, 22 de setembro de 2013

Professores de Cotriguaçu participam de curso para capacitação sobre gestão de florestas


Educar jovens para um futuro mais sustentável através da gestão da floresta. Essa é a proposta da formação oferecida pela equipe do projeto Florestabilidade, da Fundação Roberto Marinho, aos professores e técnicos da rede municipal de educação de Cotriguaçu/MT. Em parceria com o Instituto Centro de Vida (ICV) e a Secretaria Municipal de Educação e Cultura, os professores receberam informações sobre manejo florestal de produtos madeireiros, não madeireiros e de serviços ambientais, além de aprender a utilizar o kit pedagógico recebido que será utilizado para transmitir essas informações aos alunos.

O curso foi desenvolvido de uma maneira muito ativa e lúdica, estimulando a reflexão, a autocrítica, o compromisso e o envolvimento, através de várias dinâmicas, atividades audiovisuais e trabalhos individuais e em grupo.

Bruno Simionato Castro, analista de Carbono Florestal do ICV, explica que antes de poder utilizar os conhecimentos pedagógicos do curso, é necessário conhecer a floresta e as pessoas que se relacionam com ela, pois é dessa relação que depende a conservação. “Por isso, é crucial essa interação com os atores da região, pois por conhecerem a própria realidade são os mais aptos a se tornarem educadores eficientes”, diz ele. “É muito importante, para que isso ocorra, que as pessoas reconheçam as vocações do seu território, como por exemplo, as oportunidades e benefícios que a floresta em pé pode proporcionar”, acrescentou Bruno.

Lysa Ribeiro, coordenadora do Florestabilidade, reforçou essa ideia explicando que o objetivo do projeto é a conservação da Amazônia através da redução das mudanças climáticas e que, para isso, é preciso iniciar e formar as pessoas da região para um processo de manejo florestal sustentável da floresta. Para isso, os ensinamentos da oficina procuram ir além da área puramente ambiental, abordando os aspectos pessoais, comunitários e cotidianos, exaltando a cidadania e a qualidade de vida que um bom manejo dos recursos naturais proporciona. “A partir daí, poderão surgir oportunidades de estudo e profissionais, melhorando a situação das pessoas da região”, explicou a coordenadora.

Durante cerca de 16 horas de atividades, os professores  tiveram a oportunidade de aprender, ensinar, compartilhar e considerar as diversas possibilidades de aplicação que o kit pedagógico do projeto oferece. “O Florestabilidade pode ser utilizado de mil formas diferentes e atrativas, podendo adaptar-se às necessidades de educadores e alunos”, explicou a professora Geuza Esteves. “Afinal, somos vários elementos únicos que formam um todo e com a flexibilidade do Florestabilidade podemos ser uma força, uma Castanheira da Coletividade”, ressaltou, fazendo alusão a uma das atividades elaboradas.

A proposta é que os alunos também possam planejar junto aos professores, atividades extraclasse para complementar o conteúdo tradicional da sala de aula, como dias de campo, ciclo de palestras sobre as profissões florestais e estágios, buscando, inclusive, outras parcerias.

A iniciativa da oficina, que aconteceu nos dias 12 e 13 de setembro, na Fazenda São Nicolau (Office National des Forêts - ONF Brasil), integra as ações do projeto Cotriguaçu Sempre Verde, desenvolvido pelo ICV e parceiros no município. Os desdobramentos do Florestabilidade em Cotriguaçu serão acompanhados pelo Instituto, ONF-Brasil e pela Secretaria Municipal de Educação, com o apoio da equipe do projeto da Fundação Roberto Marinho. A proposta, é que a experiência em Cotriguaçu sirva de piloto para uma possível replicação do Florestabilidade em Mato Grosso.

Segundo Renato Farias, coordenador adjunto do ICV essa iniciativa de educação para o manejo florestal contribuiu muito com o objetivo do projeto que é estimular a visão de um desenvolvimento territorial para a região.

O Projeto Cotriguaçu Sempre Verde

O projeto Cotriguaçu Sempre Verde visa contribuir para a construção de uma nova trajetória de desenvolvimento socioambiental e econômico para esse município. Desenvolve iniciativas que aliam o apoio a gestão ambiental municipal, o bom manejo florestal (Prodemflor), as boas práticas agropecuárias, o apoio à governança social e ambiental nos assentamentos e a integração das áreas protegidas. O projeto é desenvolvido pelo Instituto Centro de Vida (ICV) e parceiros com apoio do Fundo Vale.

Fonte e foto: Andrés Pasquis - ICV

Sistemas Agroflorestais geram mais renda e emprego que pecuária, aponta estudo feito em MT

Os sistemas agroflorestais, além de uma importante alternativa para manter a cobertura vegetal, geram 20 vezes mais empregos e até 93 vezes mais renda que a bovinocultura extensiva. A conclusão está na dissertação de mestrado do pesquisador Robert Davenport, aprovada pelo Centro de Pós-Graduação em Agronomia Tropical, Pesquisa e Ensino (Catie), de Turrialba, na Costa Rica.

Com o tema A eficácia de projetos de conservação e desenvolvimento sustentável para conter o desmatamento na Amazônia em Mato Grosso, comparada com a ação de políticas públicas de comando e controle, a pesquisa analisou o impacto dos Projetos de Desenvolvimento Sustentável nos assentamentos da reforma agrária implantados pelo Incra, entre eles Iracema em Juína, Nova Cotriguaçu e Vale do Amanhecer - municípios localizados no Noroeste do estado, na região amazônica.

Para uma parte do grupo de agricultores que participou do estudo, os Sistemas Agroflorestais representam a principal alternativa de renda e de uso do solo nas propriedades deles. Davenport avaliou esses números para cada hectare cultivado, em propriedades com tamanho entre 50 a 100 hectares.

No caso do assentamento Vale do Amanhecer, a combinação de assistência técnica (Ater), organização social, certificação legal da produção sustentável, parcerias com diversos setores e agregação de valor aos produtos, entre outros fatores, garantiu uma cobertura florestal 39% maior que nas demais áreas de estudo.
Davenport avaliou os impactos dos projetos sobre viabilidade e legitimidade percebidas pelos agricultores a respeito das regras ambientais nos arranjos institucionais locais, que incorporaram a preocupação com a segurança e sustento das famílias; o apoio a infraestrutura de cooperativismo e associações; além da atenção a redução dos custos de transação da agricultura.

Variáveis

O mestrado envolveu a realidade de agricultores familiares em assentamentos da reforma agrária nos três municípios, avaliando variáveis institucionais, econômico-ecológicas e a produção da agricultura familiar como fator de definição da tendência de usos da terra pelos agricultores. O cumprimento da legislação ambiental, pontos de vista dos agricultores sobre o Código Florestal Brasileiro e as percepções das condições socioecologicas locais também foram abordados. A pesquisa de campo foi realizada entre janeiro e abril e a dissertação defendida na Costa Rica em julho deste ano.

Apoio

Foram também avaliados os resultados alcançados pelo Projeto Poço de Carbono Juruena, desenvolvido pela Associação de Desenvolvimento Rural de Juruena (Aderjur) e patrocinado pela Petrobrás, se destacando na pesquisa pelo apoio à implantação dos Sistemas Agroflorestais.

Entre as ações de apoio estão assistência técnica, apoio a organização social da cooperativa e associações, realização de cursos, visitas, intercâmbios em outros municípios, uso da serraria portátil para aproveitamento de madeira morta, alcance do suporte financeiro da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e respectivos programas de crédito, pelo desenvolvimento de mercado e elaboração de contratos de aquisição com comunidades indígenas, além do apoio com mudas de espécies nativas, calcário e adubo.

Confira aqui a pesquisa completa.


sábado, 21 de setembro de 2013

Municípios aguardam diesel do Estado para restaurar rodovias antes das chuvas em Mato Grosso

A restauração das rodovias estaduais e vicinais antes do início do período de chuvas, previsto para fins de outubro e começo de novembro, é a maior preocupação dos prefeitos de Mato Grosso. A projeção partiu do presidente da Associação Mato-Grossense dos Municípios (AMM), Valdecir Luiz Colle, o Chiquinho do Posto (PSD), ao destacar que aguarda para os próximos dias uma resposta da Secretaria de Estado de Transporte e Pavimenta Urbana (SPTU) sobre a parceria para que o governo de Mato Grosso ceda óleo diesel às prefeituras para o funcionamento do maquinário na recuperação de estradas vicinais e rodovias estaduais.

“Isso é urgente, porque temos de trabalhar agora, antes de começar a chover”, argumenta o presidente da AMM. “Provavelmente nos primeiros dias de outubro já teremos condições de iniciar a parceria”, aponta ele.

A explicação é simples: praticamente todas prefeituras dispõem de maquinário e equipamentos pesados, mas há necessidade de óleo diesel para mover todo o parque de máquinas. Chiquinho do Posto aponta a importância da STPU realizar o levantamento sobre o tamanho da malha viária de cada município. “Alguns têm apenas 100 quilômetros de estradas vicinais, enquanto outros passam de três mil quilômetros”, compara ele.

O repasse do combustível, segundo o presidente da AMM, vai amenizar as perdas desde que parte do Fundo de Transporte e Habitação (Fethab) deixou de ser repassada aos municípios.

O Secretário Cinézio de Oliveira, de Transporte, e Chiquinho coordenam um levantamento da quantidade de diesel que a secretaria deve repassar para cada prefeitura. “Não será para suprir o que já foi retirado do Fethab, porque o governo não consegue repor, mas queremos que seja o suficiente, para que os prefeitos possam fazer um paliativo nas estradas vicinais”, pontua o presidente da AMM.

O MT integrado deverá interligar 44 municípios com pelo menos uma estrada asfaltada. “Não somos contra a realização das obras da Copa, mas os demais municípios também precisam de recursos para a recuperação de vários trechos. Muitos gestores vão enfrentar desafios, principalmente, no período chuvoso, quando aumentam os problemas nas regiões”, completa Valdecir Colle.

Fonte: Olhar Direto

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Cafeicultores de Nova União recebem visita da EMBRAPA


Em busca de alternativas para gerar melhorias na produção do café, a Secretaria Estadual de Agricultura Familiar (Sedraf), o programa MT Regional, em parceria com o Consórcio, que desde Fevereiro/13 tem na presidência Rose Nervis, prefeita de Cotriguaçu, traz para a região o Programa de Revitalização da Cafeicultura no Vale do Juruena, que busca implantar tecnologias para poder revitalizar e consolidar a produção do café na região noroeste do estado.
A EMBRAPA/RO esteve percorrendo entre os dias nove e doze, os cafeicultores dos cinco municípios que integram o Consórcio Vale do Juruena, onde através de visitas e reuniões, tem discutido junto com o produtor soluções para desenvolver o cultivo do café. Em pauta, a capacitação de técnicos que deverão atuar oferecendo assistência técnica para a melhoria da produção na lavoura de café já existente, buscando assim uma melhor qualidade e espaço competitivo no mercado.
Para que isso pudesse ocorrer, foi formada uma parceria entre as Prefeituras, Câmaras municipais de vereadores, Secretarias municipais de Agricultura e Meio Ambiente, EMBRAPA, Consórcio de Desenvolvimento Vale do Juruena, Governo de Mato Grosso, Empaer, Associações e Empresas privadas, com o objetivo de desenvolver um trabalho de pesquisa que possa alavancar a agricultura familiar.
José Carlos Batista popularmente conhecido como “Carlinhos da Meia Quadra”, vereador de Cotriguaçu e presidente da Associação dos pequenos produtores rurais Pingo de Ouro, que tem sede na Linha Meia Quadra, no distrito de Nova União, conta que a luta por uma melhor atenção ao setor cafeeiro, teve início ainda no ano de 2010, quando começou a discutir a demanda do café de Nova União e Colniza, na Sedraf. Na época, junto com o então secretário Gilson C. Nascimento, em uma reunião que contou com a presença do Deputado Estadual, hoje Prefeito de Colíder, Nilson Santos, e com o assessor do Deputado José Riva, Nelson Salim Abdala, que com respaldo do parlamentar também ofereceu todo apoio na área.
O produtor rural diz que a partir desta data, por um período de dois anos, deu-se inicio uma maratona de reuniões, entre elas com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e com o Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental Vale do Juruena (CIDESAVJ), onde segundo Carlinhos, ouve um avanço nas discussões voltadas ao setor cafeeiro. “De 2012 para cá este movimento ganhou forças com a entrada do Sr. Gilson Nascimento, que passou a representar a SEDRAF na região junto com o Consórcio, debatemos na Sede do Território da Cidadania a melhoria da genética do café e agora em 2013 estamos consolidando aquilo que a principio parecia ser só um sonho” disse.
“Agora com o apoio da nova gestão de Cotriguaçu, a Secretaria Municipal de Agricultura, tem se empenhado e valorizado a produção do café na nossa região” relatou Carlinhos.
Em um levantamento feito pelo próprio presidente da Associação Pingo de Ouro, apontou que, Nova União conta hoje com mais de 400 produtores de café, que na produção buscam um subsídio a mais em suas rendas, juntos possuem o plantio de mais de um milhão de pés em suas propriedades que abrange todo o extenso assentamento P.A Nova Cotriguaçu, somente neste ano a colheita atingiu número de 22 mil sacas.
David Lopes morador relata que a comunidade do P.A Nova Cotriguaçu, enfrenta muitas dificuldades, entre elas, a falta de uma agência bancária e também de uma cooperativa de grãos, onde muitas vezes por não ter onde armazenar a produção o produtor acaba perdendo a sua mercadoria. Atualmente sendo apenas dois, outra carência é a falta de compradores.
Otimista o cotriguaçuense acredita em um futuro próspero. “Eu vereador Carlinhos que acompanhei este trabalho desde o inicio estou muito confiante que teremos bons resultados nos anos vindouros” finalizou.


sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Proerd CR VIII faz pré-lançamento de Operação em Cotriguaçu

Na noite de quarta-feira 11.09, a Coordenação Regional do Proerd CR VIII, esteve no município de Cotriguaçu (220 km de Juína), onde realizou o pré-lançamento da Operação “Diga Não às Drogas”.
O evento aconteceu na Câmara Municipal de Vereadores e contou com a presença do comandante da 1ª CIPM, 1º Sargento Carlos Jose da Silva, além de vários vereadores e comunidade local.
A palestra teve como foco, fazer uma introdução da problemática das drogas na sociedade atual, revelando a várias pressões que jovens e adolescentes sofrem para se envolverem no tráfico e na pratica da violência.
O curso Proerd Pais, acontecerá na cidade de Cotriguaçu entre os dias 07 a 11 de Outubro, as inscrições poderão ser feitas através do site: www.comandoregional8.com.br ou procure a unidade da Polícia Militar de sua cidade e retire a sua ficha de inscrição.
Fonte e foto: Assessoria de Imprensa Comando Regional VIII



Criação de 20 municípios em MT ganha força com aprovação de projeto no Senado

Mais um passo foi dado para a criação de pelo menos 20 novas cidades em Mato Grosso. A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado aprovou, ontem, substitutivo ao projeto de lei complementar da própria casa, que define regras para a criação, incorporação, fusão e desmembramento de municípios. Ele havia vindo da Câmara dos Deputados e faz alterações no projeto original, do senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR).Também aprovou pedido para que o texto seja votado em regime de urgência pelo plenário.

Pelo texto, para criação de um novo município a população deve ser igual ou superior a 5 mil habitantes; ter área urbana não situada em área de preservação ambiental, em reserva indígena ou em propriedade da União Federal, número de edificações residenciais superior a mil; eleitorado superior a 60% da população do município. Um estudo de viabilidade também de ser realizado para análise da Assembleia Legislativa, que aprovando deve requerer ao Tribunal Regional Eleitoral a realização de um plebiscito.

No início de junho, a Câmara Federal aprovou, ontem à noite, o Projeto de Lei Complementar 416/08, que devolve aos Estados a autonomia de legislar sobre as emancipações. Ao todo, foram 319 votos favoráveis, 32 contrários e duas abstenções na votação do texto que regulamenta a incorporação, fusão, criação e desmembramento de municípios, além de definir os distritos que podem ser emancipados depois da realização de plebiscito nos municípios.

Apesar da aprovação, os deputados federais fizeram alterações no projeto e em função disso, existiu a necessidade de nova apreciação dos senadores.

Dos municípios que podem ser criados em Mato Grosso, alguns distritos estão localizados na região Norte: Nova União, de Cotriguaçu; Boa Esperança do Norte, de Nova Ubitaran/Sorriso, União do Norte, de Peixoto de Azevedo, Japuranã, de Nova Bandeirantes, Nova Fronteira, de Tabaporã, além de Salto da Alegria, de Paranatinga; Capão Verde, de Alto Paraguai; Guariba, de Colniza; Santa Clara do Monte Cristo, de Vila Bela; Rio Xingu, de Querência; Espigão do Leste, de São Félix do Araguaia; Novo Paraíso, de Ribeirão Cascalheira; Paranorte, de Juara; Cardoso do Oeste, de Porto Esperidião; Santo Antônio da Fontoura, de São José do Xingu; Ouro Branco do Sul, de Itiquira; Conselvan, de Aripuanã; Veranópolis do Araguaia, de Confresa; Brianorte, de Nova Maringá e Rondon do Parecis, de Campo Novo do Parecis.

O deputado estadual José Riva (PSD) propôs a criação de 14 dos 20 futuros municípios.


quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Conselho Municipal de Meio Ambiente incentiva diálogo entre diversos atores de Cotriguaçu

 
Nos últimos meses, o Conselho Municipal de Meio Ambiente de Cotriguaçu (CMMA) participou de várias atividades com o objetivo de estimular o diálogo entre os diversos atores de Cotriguaçu no sentido de caminhar para o desenvolvimento sustentável do município, localizado na região noroeste de Mato Grosso.
 
Entre essas atividades, destacam-se a realização da campanha “Queimar não é legal, apague essa ideia”, o 2° Encontro de Saberes e Sabores do Projeto de Assentamento (PA) Nova Cotriguaçu e uma reunião com a etnia Rikbaktsa, na Terra Indígena Escondido.
 
Essas interações são apoiadas pelo Projeto Cotriguaçu Sempre Verde, desenvolvido pelo Instituto Centro de Vida (ICV), parceiros e atores locais com o objetivo de apoiar a gestão ambiental municipal. Através desse trabalho, o Conselho reforça o compromisso de atuação e integração dos diferentes atores da região em um diálogo intersetorial, como por exemplo, no caso da campanha contra as queimadas, onde a ação de conscientização foi realizada em dois assentamentos, Juruena e Nova Cotriguaçu, explicando que o comportamento de alguns têm consequências sobre toda a coletividade.
 
No 2° Encontro de Saberes e Sabores, realizado em agosto, Amilton Castanha, presidente do CMMA, e Denise Freitas, secretária executiva, explicaram a importância da participação da sociedade civil nas tomadas de decisões das diferentes secretarias do município e afirmaram aos moradores dos assentamentos, estar dispostos a apoiar atividades para o desenvolvimento sustentável nas comunidades.
 
Denise também acompanhou uma equipe do ICV na aldeia Babaçu, da etnia Rikbaktsa para a apresentação do projeto Cotriguaçu Sempre Verde, que expos os objetivos de cada um dos seus componentes  e a correlação existente entre eles. Na ocasião, a secretária explicou o papel dos conselheiros e as atuações do Conselho, que tem entre os objetivos principais estimular o diálogo para a construção de um plano de gestão ambiental e territorial que leve em conta os  diferentes interesses e formas de uso do solo dos atores da região. 
 
Através desse encontro, agricultores familiares e indígenas puderam entender a importância de sua integração nesse processo de  diálogo e respeito  e o compromisso que é representar suas comunidades no CMMA. 
 
Mesmo conscientes de que ainda é necessário um trabalho intenso em busca do atendimento das demandas, ficou a abertura para que o CMMA possa desempenhar um papel de facilitador de diálogos e parcerias na busca por soluções.
 
O Projeto
 
O projeto Cotriguaçu Sempre Verde visa contribuir para a construção de uma nova trajetória de desenvolvimento socioambiental e econômico para esse município, pautada na conservação e no  manejo sustentável dos recursos naturais. Para isso, o projeto atua em cinco frentes: Boas Práticas Agropecuárias para o gado de corte e de leite, Gestão Ambiental Municipal, Bom Manejo Florestal, Governança dos recursos naturais nos Assentamentos e Integração das Áreas Protegidas. O projeto Cotriguaçu Sempre Verde é desenvolvido pelo Instituto Centro de Vida (ICV)  e parceiros com apoio do Fundo Vale.

Fonte e foto: Andrés Pasquis - ICV